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Déficit habitacional recua no Brasil pelo segundo ano seguido

Déficit habitacional recua no Brasil pelo segundo ano seguido

Pelo segundo ano consecutivo, o déficit habitacional apresentou um recuo e fechou 2024 em 5,77 milhões de moradias do país, segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) divulgada com exclusividade para o Valor pelo Ministério das Cidades. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apuraram quedas na necessidade moradias de 2023 para 2024. Por outro lado, Sul e Sudeste tiveram aumento.
 
Após atingir o pico em 2022, quando a necessidade por moradias no país ultrapassou a marca dos 6 milhões, o déficit passou a cair gradualmente.
 
Uma das explicações para o fato seria a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida em 2023. Em dois anos, a baixa foi de 7,1%. De 2023 para 2024, o número teve queda de 3,4%. Em termos relativos, esse déficit corresponde a 7,4% dos domicílios ocupados, o menor patamar da história, ante 7,6% de 2023.
 
O MCMV foi lançado em 2009 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi utilizado como vitrine eleitoral dos governos petistas. Em 2020, o governo de Jair Bolsonaro substituiu a iniciativa pelo Casa Verde Amarela. Em 2023, com o retorno de Lula ao poder, o programa foi repaginado e voltou a ter o nome original.
 
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, no acumulado de 2023 e 2024, 441 mil famílias deixaram de fazer parte dessa estatística devido a retomada do MCMV. No período, foram entregues 923,9 mil moradias no âmbito do programa. Conforme o ministro, a queda do déficit só não foi mais expressiva devido à mudança do perfil das famílias. Ou seja, o crescimento do número de famílias composta por um único indivíduo (unipessoais) tem influenciado o ritmo de queda do déficit habitacional.
 
Na pesquisa “Déficit habitacional e inadequação de moradias no Brasil”, a FJP considera no cálculo do déficit habitacional o ônus excessivo com o aluguel urbano, a habitação precária e a coabitação. Pela pesquisa, os três componentes registram baixa em termos absolutos.
 
Crescimento do número de famílias unipessoais impediu que retração do déficit fosse maior"
 

Fonte: Valor Econômico